No dia seguinte ao embate na Comissão de Serviços de Infraestrutura, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi considerada “reabilitada” por parlamentares que criticam suas políticas. A avaliação surgiu após comentários desrespeitosos de senadores, que ofuscaram a discussão técnica sobre a criação de reservas ambientais.
Durante a audiência, o presidente da comissão, Marcos Rogério (PL-RO), dirigiu-se a Marina com a frase “ponha-se no seu lugar”. Já Plínio Valério (PSDB-AM) havia manifestado anteriormente que era “impossível ouvir Marina por seis horas e dez minutos e não ter vontade de enforcá-la”. Na sessão, Valério afirmou respeitá-la “como mulher, mas não como ministra”.
Parlamentares que lamentam a repercussão da audiência acreditam que as falas de Rogério e Valério desviaram a atenção do debate técnico sobre as reservas no Amapá. Essa proposta é vista por alguns senadores como uma estratégia para inviabilizar a exploração de petróleo na margem equatorial da região.
A cobertura da mídia nacional, segundo esses parlamentares, tem sido favorável a Marina, o que pode se repetir na imprensa internacional. A ministra, que enfrentava críticas, agora se beneficia da inabilidade de seus opositores, que não conseguiram manter o foco na discussão proposta.
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