Após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ser mencionado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na Câmara dos Representantes, reações de parlamentares brasileiros se intensificaram. Moraes é relator da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado. A possibilidade de sanções contra o ministro gerou divisões entre governistas e oposicionistas.
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que reside nos EUA desde março, celebrou a menção de Rubio, afirmando que a situação demonstra a seriedade da influência americana no Brasil. Ele declarou: “Venceremos!”. Outros membros da família Bolsonaro também se manifestaram, com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chamando Moraes de “o maior destruidor da democracia brasileira”.
Reações no Brasil
Parlamentares bolsonaristas, como o vereador Carlos Bolsonaro (PL), mencionaram a Lei Magnitsky, que permite sanções a indivíduos por corrupção e violações de direitos humanos. O vice-líder da oposição, Maurício Marcon (Podemos-RS), ironizou a reação dos ministros do STF, que consideraram as sanções inadmissíveis.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) criticou a OAB por repudiar as ameaças, afirmando que a ofensiva americana é uma violação da soberania nacional. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), também se manifestou, defendendo a independência das instituições brasileiras e solicitando investigação sobre Eduardo Bolsonaro por sua conduta nos EUA.
Investigação e Consequências
Lindbergh protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Eduardo, pedindo sua investigação por possíveis crimes de traição à pátria. O deputado José Guimarães (PT-CE) classificou a situação como uma retaliação ao julgamento de Bolsonaro, afirmando que o Brasil não aceitará ingerências externas.
Ministros do governo, como Gleisi Hoffmann e Paulo Teixeira, também criticaram a tentativa de intervenção americana, considerando-a vergonhosa. Teixeira questionou a motivação de Eduardo ao se mudar para os EUA, enfatizando que o Brasil não é uma “república de bananas”.
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