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Eduardo Bolsonaro fará campanha à distância enquanto permanece nos EUA

Eduardo Bolsonaro planeja campanha à distância dos EUA até 2026, enquanto STF investiga sua atuação política. Carlos Bolsonaro pode ser candidato ao Senado.

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Aliados do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmam que sua permanência nos Estados Unidos é certa, com planos de campanha à distância para 2026. A decisão se intensificou após o STF abrir um inquérito contra ele, que deixou o Brasil em março de 2023, temendo a apreensão de seu passaporte.

Eduardo, que não era investigado na época de sua saída, enfrentou críticas por sua decisão, inclusive de Jair Bolsonaro (PL). No entanto, a abertura do inquérito pelo ministro Alexandre de Moraes agora fornece a Eduardo um argumento de perseguição política, segundo seus aliados. Ele tem direito a uma licença de 122 dias, que termina em 22 de julho, mas pode acumular faltas injustificadas até um terço das sessões.

Cenário Político

A situação de Eduardo se complica com a investigação sobre sua suposta atuação junto a autoridades estrangeiras contra membros do STF e da Polícia Federal. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, menciona que Eduardo buscou sanções contra Moraes, relator do inquérito. A possibilidade de bloqueio de bens de Jair Bolsonaro pode encurtar a estadia de Eduardo nos EUA, já que o ex-presidente é considerado responsável pelo financiamento de seu filho no exterior.

Eduardo participou de uma reunião virtual com líderes da oposição, alertando sobre o cerco contra o bolsonarismo. Ele indicou que pode permanecer nos EUA durante as eleições de 2024, com aliados estimando uma probabilidade de 95% de que isso ocorra. A decisão final dependerá de sua esposa, que demonstra resistência em retornar ao Brasil.

Possíveis Candidaturas

Diante desse cenário, surge a possibilidade de Carlos Bolsonaro (PL) se candidatar ao Senado em São Paulo, caso Eduardo não retorne. Carlos, que já foi vereador no Rio de Janeiro, é visto como uma alternativa para fortalecer a bancada do PL no Senado, visando aprovar projetos que limitem o poder do STF. Outro nome cogitado é o do deputado Marco Feliciano (PL-SP), que já tentou se viabilizar para o Senado anteriormente.

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