O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou sua “lista suja”, que inclui empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão. Entre os 155 novos nomes, estão a Rock World, organizadora de grandes festivais como o Rock in Rio e o Lollapalooza Brasil, e a FBC Backstage Eventos, responsável pela montagem dos eventos.
A inclusão das empresas na lista foi resultado de uma fiscalização realizada em setembro do ano passado. Durante a operação, foi constatado que alguns trabalhadores enfrentavam jornadas de até 21 horas em um único turno, com apenas três horas de descanso. Além disso, 14 trabalhadores foram encontrados dormindo em condições precárias, como papelões e lonas, enquanto realizavam atividades de montagem e limpeza.
Respostas das Empresas
A Rock World se manifestou oficialmente, negando as acusações e afirmando que as irregularidades foram atribuídas à FBC Backstage Eventos. A empresa destacou que não houve comprovação de qualquer conduta inadequada após o devido processo legal. Em sua nota, a Rock World enfatizou que sempre colaborou com as autoridades e que todos os trabalhadores são contratados seguindo padrões rigorosos.
O auditor fiscal do trabalho, Alexandre Lyra, que coordenou a operação, ressaltou a gravidade das condições encontradas. A fiscalização do MTE visa garantir a dignidade dos trabalhadores e combater práticas que desrespeitam a legislação trabalhista. A situação levanta preocupações sobre as condições de trabalho em eventos de grande porte no Brasil.
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