Em meio à crise interna do governo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enfrentou críticas pelo decreto que aumenta o IOF. Durante um evento no Paraná, ele reconheceu as pressões do cargo, mas destacou que servir ao governo Lula é “interessante”, apesar das dificuldades.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou Haddad, afirmando que ele é um dos responsáveis pelo sucesso na criação do Assentamento Maila Sabrina. O presidente ressaltou a importância de ter pessoas competentes para negociar e alcançar resultados positivos.
A situação se agrava com a pressão do Congresso, que exige a revogação do decreto em um prazo de dez dias. O presidente da Câmara, Hugo Motta, informou que, se o governo não apresentar uma alternativa, o Legislativo poderá derrubar a medida. Ele mencionou que há mais de duas dezenas de projetos prontos para essa ação.
No mesmo dia em que o decreto foi publicado, a equipe de Haddad já havia recuado em parte da decisão, especialmente em relação a investimentos de fundos nacionais no exterior. Agora, o Congresso busca uma solução negociada, evitando um confronto direto com o governo.
Motta também anunciou a intenção de abrir um grupo de trabalho para discutir isenções fiscais, sugerindo alternativas à alta do imposto, como cortes de isenções e reforma administrativa. A pressão sobre o governo aumenta, e a expectativa é por uma resposta rápida da equipe econômica.
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