O processo penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) avança para a fase 2, marcada pela coleta de provas. A ação, que envolve inicialmente 34 réus, investiga a tentativa de golpe contra o governo eleito. A fase anterior, que se encerra na próxima segunda-feira, 2, incluiu depoimentos de testemunhas de acusação e defesa.
Na nova etapa, tanto a defesa quanto a acusação poderão apresentar novas evidências. Depoimentos de figuras proeminentes do bolsonarismo estão agendados, incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que tentará demonstrar a inocência de Bolsonaro. A defesa argumenta que não havia conhecimento sobre qualquer plano golpista.
A coleta de provas poderá incluir dados de celulares e arquivos digitais, que podem ser cruciais para a acusação. O Ministério Público Federal (MPF) busca evidências que justifiquem a prisão de Bolsonaro, enquanto a defesa tentará refutar as alegações. A possibilidade de que alguns réus sejam absolvidos existe, já que dois já foram excluídos do processo por falta de provas.
Ministros do STF destacaram que é necessário mais do que indícios para uma condenação. A expectativa é que o número de réus diminua até o julgamento final, mas a situação de Bolsonaro continua crítica, com a possibilidade real de condenação.
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