A deputada federal Carla Zambelli foi condenada a dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por inserir documentos falsos no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A decisão a tornou inelegível por oito anos a partir de 15 de maio.
Nesta sexta-feira, Zambelli anunciou a transferência de seus perfis nas redes sociais para sua mãe, Rita Zambelli, que é pré-candidata a deputada federal nas eleições de 2026. Além disso, lançou seu filho, Pedro Zambelli, como pré-candidato a vereador em 2028. A deputada afirmou que seus perfis têm um “valor incalculável”.
Zambelli expressou preocupação com a possibilidade de ser silenciada devido à sua inelegibilidade. “Fiz essa transferência porque, caso se confirme minha inelegibilidade, há o risco real de que tentem me silenciar”, disse. A defesa da deputada alega que ela não tem relação com as invasões ao CNJ, que teriam sido realizadas pelo hacker Walter Delgatti.
O advogado de Zambelli, Daniel Bialski, argumenta que Delgatti foi contratado para melhorar o site do CNJ e desqualificou sua delação, chamando-o de “mitômano”. A inelegibilidade de Zambelli tem efeitos imediatos, mas ela ainda pode recorrer da decisão. A possibilidade de cassação de seu mandato e prisão ocorrerá após o julgamento de todos os recursos.
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