Enquanto aguarda a definição sobre o impacto do contingenciamento de R$ 31,3 bilhões no Orçamento, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) denuncia uma situação financeira alarmante na Polícia Federal (PF). A entidade informa que a PF enfrenta dívidas de R$ 102 milhões referentes a despesas já empenhadas e liquidadas, incluindo R$ 2,8 milhões destinados ao pagamento de diárias.
Servidores da PF relatam que têm arcado com despesas de hospedagem e alimentação durante operações, sem receber reembolsos há 30 ou 60 dias. A ADPF critica a programação orçamentária da Lei Orçamentária Anual deste ano, que prevê a liberação de apenas 39% dos recursos para o Ministério da Justiça (MJ) em dezembro, o que comprometeria gravemente a atuação da PF.
A situação se agrava com a falta de recursos para o cumprimento de suas funções essenciais. A ADPF destaca que a liberação tardia de verbas pode impactar diretamente a segurança pública e a eficácia das operações da PF. A entidade pede uma revisão urgente da alocação orçamentária para garantir a continuidade dos serviços prestados pela Polícia Federal.
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