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Governador do Espírito Santo propõe uso de recursos do petróleo para proteger Amazônia

Governadores brasileiros devem apresentar planos de descarbonização na COP-30, enquanto Casagrande propõe usar petróleo para proteger a Amazônia.

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O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, destacou que a ausência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na 30ª Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP-30), em Belém, aumentará a visibilidade dos governadores americanos no debate ambiental. Casagrande, que preside o Consórcio Brasil Verde, acredita que os governadores dos EUA, liderados pelo ator Arnold Schwarzenegger, terão um papel mais relevante na cúpula.

O governador enfatizou a necessidade de que todos os estados brasileiros apresentem planos de descarbonização durante a COP-30. Ele ressaltou que o Espírito Santo é o único estado do Brasil a ter um fundo específico para combater as mudanças climáticas, com recursos que totalizam R$ 2 bilhões desde 2019, oriundos da exploração de petróleo na região.

Propostas para a Amazônia

Casagrande sugeriu que a exploração de petróleo na Margem Equatorial deve financiar a proteção da Amazônia. Ele argumentou que a legislação deve ser aprovada para destinar parte dos recursos gerados para essa finalidade. “A exploração na Margem Equatorial é inevitável. Por que não usar o dinheiro do petróleo para proteger a Floresta Amazônica?”, questionou.

O governador também mencionou que tem dialogado com outros governadores, tanto brasileiros quanto de outros países, para apresentar propostas ambientais na COP. Em fevereiro, ele firmou um acordo com o governador da Califórnia, Gavin Newsom, para fortalecer a cooperação no enfrentamento das mudanças climáticas.

Importância do Fundo Estadual

Casagrande destacou que a criação de um fundo estadual para mudanças climáticas facilita o recebimento de financiamentos internacionais. Ele defendeu que outros estados brasileiros adotem essa prática, pois um programa de descarbonização obriga os governantes a monitorar os resultados.

O governador acredita que a experiência do Espírito Santo pode servir de modelo para outras gestões. “Usamos o dinheiro da riqueza fóssil para potencializar a transição energética”, afirmou, prevendo um grande potencial de arrecadação para os estados da região amazônica.

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