Sofia, uma menina de quatro anos com síndrome do intestino curto, recebeu um aviso de deportação nos Estados Unidos, onde buscou tratamento médico. A família, que cruzou a fronteira legalmente em 2023, agora enfrenta a possibilidade de ser enviada de volta ao México, o que pode comprometer a saúde da criança.
Sofia, que depende de nutrição intravenosa, teve uma infância marcada por dificuldades. Nascida no México, passou dois anos em hospitais e enfrentou várias cirurgias. Em julho de 2023, após conseguir um visto de asilo humanitário, a família se estabeleceu na Califórnia, onde a menina começou a ter acesso ao tratamento necessário. A mãe, Deysi Vargas, relatou que a vida da filha melhorou significativamente, permitindo que ela frequentasse a escola e brincasse em parques.
Recentemente, a família recebeu uma notificação de que seu status legal havia sido cancelado, o que gerou preocupação entre os médicos. O doutor John Arsenault, responsável pelo tratamento de Sofia, alertou que a interrupção da nutrição intravenosa poderia ser fatal em poucos dias. A situação gerou um apelo de trinta e oito legisladores da Califórnia, que solicitaram ao governo que reconsiderasse a deportação da família, destacando a necessidade de ajuda humanitária.
A Secretaria de Relações Exteriores do México também se manifestou, afirmando que a família não violou as condições de permanência nos Estados Unidos. O escritório se comprometeu a oferecer apoio consular e assistência legal para evitar a deportação. A diretora do Public Counsel, Gina Amato, enfatizou que enviar a família de volta nessas condições seria um “fracasso moral”.
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