Em junho de 2023, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os ataques de 8 de janeiro convocou o delegado Marcelo Fernandes. O depoimento de Fernandes é considerado crucial, pois ele é irmão do general Mario Fernandes, preso por supostamente planejar um golpe.
Os ataques em Brasília, que resultaram em invasões e depredações de prédios públicos, levaram à criação da CPI. Os parlamentares buscam conexões entre esses eventos e tentativas de atentados anteriores, como a tentativa de explosão no aeroporto de Brasília em dezembro de 2022. Na ocasião, uma bomba foi deixada em um caminhão-tanque, mas não detonou.
Marcelo Fernandes, então chefe da 10ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal, foi um dos primeiros a chegar ao local do atentado. Ele localizou e prendeu o responsável pela confecção da bomba. A senadora Eliziane Gama (PSD-MA), relatora da CPI, solicitou sua convocação para esclarecer os fatos.
O nome de Mario Fernandes, que trabalhou no governo Bolsonaro, só veio à tona em novembro de 2024, quando foi preso. Ele é acusado de elaborar um plano para “neutralizar” figuras políticas, incluindo o ministro Alexandre de Moraes. A defesa de Mario acredita que o depoimento de Marcelo pode ajudar a desmantelar a acusação de extremismo contra o general.
O ministro Alexandre de Moraes afirmou que os atentados em Brasília fazem parte de uma sequência de ações para reverter o resultado das eleições de 2022. Ele destacou que, se a bomba tivesse explodido, poderia ter causado um grande número de mortes. A CPI continua a investigar as ligações entre os eventos e os envolvidos.
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