Um homem de 50 anos foi condenado em Londres por incitar desordem pública ao queimar um exemplar do Alcorão em frente ao consulado da Turquia. A decisão, proferida nesta segunda-feira, 2, resultou em uma multa de 240 libras esterlinas (cerca de R$ 1.700).
Hamit Coskun, de origem turca e descendente de curdos e armênios, alegou que sua ação era uma manifestação política contra o governo do presidente Recep Tayyip Erdogan. No entanto, a Justiça considerou que o contexto e a linguagem ofensiva utilizada durante o ato configuraram um delito. O juiz John McGarva afirmou que “queimar um livro religioso, embora ofensivo para alguns, não é necessariamente desordeiro”, mas destacou que o local e o momento tornaram a conduta criminosa.
Durante a manifestação, Coskun foi agredido por um homem armado com uma faca. Ele negou as acusações e classificou a condenação como um retrocesso nos direitos civis no Reino Unido. Organizações como a National Secular Society (NSS) e membros do Partido Conservador criticaram a decisão, afirmando que “o Reino Unido não possui leis de blasfêmia” e que o veredito cria uma nova forma de legislação nesse sentido.
Nos últimos anos, a queima pública do Alcorão tem gerado protestos em diversos países europeus, como Suécia e Dinamarca. Esses episódios frequentemente resultam em tensões diplomáticas e polarizam opiniões entre defensores da liberdade de expressão e líderes religiosos, que consideram tais atos como manifestações de islamofobia.
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