Samir Xaud, eleito presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em maio de 2025, enfrenta sérias acusações de omissão de bens em sua candidatura a deputado estadual em 2018. Ele não declarou dois imóveis, o que pode configurar crime eleitoral.
Durante a campanha de 2018, Xaud declarou apenas R$ 200 mil em bens, incluindo três carros e uma motocicleta. No entanto, registros mostram que ele possuía dois imóveis em Boa Vista, Roraima, adquiridos com sua esposa, Natália Xaud. O artigo 350 do Código Eleitoral prevê pena de até cinco anos de prisão para quem omitir informações em declarações eleitorais.
A CBF, por sua vez, nega qualquer irregularidade e afirma que não há pendências de Xaud com a Justiça Eleitoral. A assessoria da confederação enviou certidões do Tribunal Superior Eleitoral que corroboram sua posição. Xaud não respondeu aos pedidos de comentário da imprensa.
Detalhes dos Imóveis
Um dos imóveis omitidos é uma casa de 583 metros quadrados no bairro Mecejana, comprada em 2013 por R$ 240 mil e vendida em 2021 por R$ 456,9 mil. O outro imóvel, que aparece na declaração de 2022, foi adquirido em 2007 e também não foi declarado em 2018. Em sua última declaração, Xaud reportou um patrimônio menor, totalizando R$ 162 mil.
Além das questões eleitorais, Xaud enfrenta cinco ações trabalhistas em Roraima, resultando em bloqueio de bens, incluindo os imóveis. Ele pagou pelo menos R$ 24 mil em acordos relacionados a atrasos salariais e outras obrigações trabalhistas.
Xaud, de 41 anos, já havia tentado se eleger deputado estadual e federal em 2018 e 2022, respectivamente, sem sucesso. Em sua última tentativa, ficou a 3.427 votos de se eleger deputado federal.
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