O governo dos Estados Unidos, sob a administração Trump, anunciou a revogação de vistos de estudantes chineses, gerando preocupações em instituições de ensino, especialmente nas escolas de arte. O Departamento de Segurança Interna (DHS) já havia restringido a matrícula de estudantes internacionais em universidades como Harvard, que também perdeu acesso ao sistema de rastreamento de vistos SEVIS (Student and Exchange Visitor Information System).
A decisão do DHS levou a um aumento nas dúvidas sobre a transferência de alunos para outras instituições. As escolas de arte nos EUA, que dependem fortemente de estudantes internacionais, estão particularmente afetadas. Dados recentes mostram que a metade dos alunos da School of the Visual Arts é composta por estudantes internacionais, enquanto a Parsons School of Design tem 35% de alunos internacionais.
Nos últimos anos, o número de estudantes internacionais nas escolas de arte cresceu significativamente. Por exemplo, o número de alunos internacionais na Pratt Institute aumentou de 700 em dois mil e três para 2.406 em dois mil e vinte e três. A maioria desses estudantes vem da China, que representa 42% dos 40.195 alunos internacionais em programas de artes nos EUA, segundo dados do Instituto de Educação Internacional.
As escolas de arte, como a Savannah College of Art and Design e a ArtCenter College of Design, também têm uma alta porcentagem de alunos internacionais. A situação atual levanta preocupações sobre o futuro da educação artística nos Estados Unidos, especialmente em um momento em que o financiamento público para universidades está em declínio.
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