Paulo Cupertino Matias foi condenado a 98 anos de prisão pelo assassinato do ator Rafael Miguel e de seus pais, João e Miriam, ocorrido em junho de 2019. O crime foi motivado pela não aceitação do namoro entre Rafael e sua filha, Isabela Tibcherani. Após o homicídio, Cupertino fugiu e foi preso em maio de 2022.
Durante o julgamento, que ocorreu na última sexta-feira, Cupertino negou a autoria dos crimes, alegando que um “vagabundo” teria sido o responsável. Ele se descreveu como omisso, afirmando que poderia ter evitado a tragédia. Isabela, que presenciou os assassinatos, foi testemunha da acusação e expressou sua gratidão pela condenação do pai, ressaltando que a justiça foi feita.
O juiz Antonio Carlos Pontes de Souza considerou o crime como triplo homicídio qualificado, destacando o motivo torpe e a violência extrema. A condenação foi recebida com aplausos por familiares das vítimas. O promotor de Justiça, Thiago Marin, afirmou que as provas contra Cupertino eram robustas, enquanto a defesa argumentou a falta de evidências concretas.
Cupertino, que já estava preso desde 2022, pode recorrer da decisão, mas permanecerá encarcerado. A legislação brasileira limita o cumprimento de pena a 40 anos para crimes hediondos, o que significa que ele poderá progredir para regimes menos severos após cumprir parte da pena.
Isabela, em suas declarações, enfatizou a dor causada pela perda e a luta pela justiça. Ela também comentou sobre o impacto emocional que o crime teve em sua vida e na saúde mental de sua família. A condenação de Cupertino representa um passo importante para a busca de justiça em um caso que chocou o país.
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