Na manhã desta terça-feira, a Polícia Civil defendeu a operação que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho, envolvendo MC Poze e sua esposa, Viviane Noronha. Durante a abordagem, Viviane alegou ter sido tratada como “bandida” e afirmou que sua casa foi “violada” pelos agentes.
O delegado Carlos Oliveira, subsecretário de Planejamento e Integração Operacional da Polícia Civil, refutou as acusações de discriminação. Ele destacou que a operação visa desarticular um núcleo financeiro que lavou mais de R$ 250 milhões. Viviane é investigada por suposto envolvimento em um esquema que inclui empresas de fachada e produtoras de bailes funk no Complexo do Alemão.
Oliveira afirmou que as críticas são “infundadas” e que a atuação da polícia é baseada em dados que passam pelo Ministério Público e pelo Judiciário. Ele enfatizou que a polícia não discrimina com base em etnia ou classe social, afirmando que “prendemos pessoas de qualquer etnia, raça”.
Viviane, em sua conta no Instagram, relatou que ela e seus familiares foram tratados de forma desrespeitosa. Ela sugeriu que a operação poderia estar relacionada à decisão judicial que concedeu liberdade a MC Poze. A investigação sobre Viviane é um desdobramento da prisão do funkeiro.
A Polícia Civil informou que a ação foi filmada e que Viviane deverá apresentar provas sobre o desaparecimento de joias durante a operação. Carlos Oliveira finalizou dizendo que “essas pessoas são exemplos que as crianças devem seguir, não aqueles que glamourizam o crime”.
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