A defesa do ex-ministro Walter Braga Netto solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão do interrogatório dos réus na ação penal que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado. O pedido foi feito na noite de ontem e visa aguardar os depoimentos de testemunhas de outros núcleos da investigação.
O advogado de Braga Netto, José Luís de Oliveira Lima, argumenta que é fundamental ouvir os demais militares denunciados antes do interrogatório. Segundo a acusação, esses militares teriam pressionado o Alto Comando do Exército a apoiar teses golpistas a mando de Braga Netto. O interrogatório dos réus está agendado para a próxima segunda-feira.
Braga Netto, que é o único réu preso, acompanhará o interrogatório por videochamada, enquanto está detido no Rio de Janeiro. O STF já aceitou quatro denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra um total de trinta e uma pessoas, incluindo militares das Forças Especiais. No entanto, os outros processos ainda estão em etapas anteriores.
Pedido de Prazo
Além da suspensão do interrogatório, a defesa de Braga Netto também pediu mais tempo para analisar provas, incluindo documentos da delação do tenente-coronel Mauro Cid. A defesa alega que não teve acesso completo a todos os materiais da investigação e que é necessário um prazo razoável para essa análise.
O ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso, ainda não se manifestou sobre o pedido. A defesa enfatiza a interrelação entre as denúncias, ressaltando que a suspensão do interrogatório é essencial para garantir os princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa.
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