Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Governo da República Democrática do Congo proíbe cobertura da volta de Kabila

Governo congolês proíbe cobertura da mídia sobre Joseph Kabila, que critica regime como "ditadura" e enfrenta acusações de traição.

0:00
Carregando...
0:00

O ex-presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, retornou ao país após dois anos de exílio, enfrentando um clima de tensão com o governo atual, liderado por Félix Tshisekedi. O governo congolês impôs uma proibição à mídia de cobrir as atividades de Kabila e de entrevistar membros de seu partido, sob pena de suspensão.

A decisão foi anunciada pelo presidente do Conselho Superior de Audiovisual e Comunicação (CSAC), Christian Bosembe. O governo busca processar Kabila, que é acusado de traição e de supostos vínculos com os rebeldes do M23, algo que ele nega. O porta-voz do M23 afirmou que os meios de comunicação em áreas sob seu controle não respeitarão a proibição.

Kabila, que foi visto recentemente na cidade de Goma, criticou o governo, chamando-o de “ditadura”. Seu partido, por meio do secretário Ferdinand Kambere, descreveu a proibição como “arbitrária”. A situação se agrava após o Senado ter votado para levantar a imunidade de Kabila em relação às acusações de apoio ao M23.

A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos, especialmente considerando as alegações de que Ruanda apoia o M23, o que Kigali nega. A proibição da mídia foi classificada como um “abuso de poder” por Jean-Claude Katende, presidente da Associação Africana de Defesa dos Direitos Humanos. Desde seu retorno, Kabila tem se reunido com grupos da sociedade civil e representantes religiosos em Goma.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais