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Ministério Público recorre de decisão que soltou influenciador acusado de homicídio

Ministério Público do Rio de Janeiro recorreu da soltura de Vítor Belarmino, acusado de atropelar e matar fisioterapeuta em dia de casamento.

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O Ministério Público do Rio de Janeiro recorreu à Justiça contra a decisão que revogou a prisão preventiva de Vítor Vieira Belarmino, acusado de atropelar e matar o fisioterapeuta Fábio Toshiro Kikuta, de 42 anos, no Recreio dos Bandeirantes. O atropelamento ocorreu no dia do casamento da vítima, em julho do ano passado.

Belarmino, que passou dez meses foragido, se entregou à polícia em 19 de maio. O MP argumenta que a soltura do influenciador representa grave risco à ordem pública, citando seu histórico de mais de vinte multas por excesso de velocidade. A promotoria destaca que a suspensão da habilitação é ineficaz, já que o réu dirigia sem permissão legal.

A conduta de Belarmino após o atropelamento também foi criticada. Ele retirou o corpo da vítima do veículo, abandonou-o em via pública e fugiu sem prestar socorro. O MP descreveu essa ação como uma demonstração de total menosprezo pela vida humana. O recurso foi protocolado pela 2ª Promotoria de Justiça Junto ao Tribunal do Júri da Capital.

A juíza Alessandra da Rocha Lima Roidis, da 1ª Vara Criminal da Capital, havia substituído a prisão preventiva por medidas cautelares, alegando que Belarmino é primário e possui bons antecedentes. No entanto, o MP argumenta que a gravidade do caso, que resultou na morte de um homem que acabara de se casar, justifica a restauração da prisão preventiva.

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