O Supremo Tribunal Federal (STF) dará início ao julgamento da antiga cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) por suposta omissão durante os atos golpistas de 8 de janeiro. A análise ocorrerá no plenário virtual entre 13 e 24 de junho, sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Este julgamento é considerado uma etapa preliminar ao processo que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A lista de réus inclui dois ex-comandantes-gerais da PM-DF e cinco oficiais que ocupavam cargos de destaque na data dos eventos. As acusações se baseiam em falhas na segurança e em mensagens que indicam simpatia dos policiais pelos atos golpistas. Este será o primeiro julgamento de autoridades ligadas aos eventos, após mais de 500 condenações de executores e incitadores.
Os crimes imputados aos réus são semelhantes aos atribuídos a Bolsonaro e a membros de seu governo, incluindo golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e dano qualificado. Entre os réus estão Fábio Augusto Vieira, comandante-geral no dia dos atos, e Klepter Rosa Gonçalves, vice-comandante que assumiu após a prisão de Vieira. Também estão na lista Jorge Naime Barreto, Paulo José Ferreira de Souza, Marcelo Casimiro, Flávio Silvestre Alencar e Rafael Pereira Martins.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que há evidências da participação dos réus na disseminação de conteúdos antidemocráticos e na omissão em garantir a segurança durante os atos. Nas alegações finais, os réus negaram as acusações e solicitaram a absolvição.
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