Estudantes da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, denunciam censura durante a Semana de Psicologia, realizada de dezenove a vinte e três de maio. Segundo os alunos, a direção do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde impediu a discussão de temas sobre raça, gênero e sexualidade.
Antes do evento, a administração teria vetado termos considerados sensíveis nos títulos das palestras, designado professores para mediar debates polêmicos e cancelado uma apresentação com temática LGBTQIA+. A comissão organizadora informou que recebeu a justificativa de que as mudanças foram necessárias por questões institucionais.
A universidade, ligada à Igreja Presbiteriana do Brasil, afirmou em nota que não houve censura e que as decisões sobre a programação foram tomadas de forma colegiada, visando a qualidade das atividades. A instituição reafirmou seu compromisso com a liberdade de expressão e a produção de conhecimento.
Os organizadores da Semana de Psicologia defenderam que o objetivo era proporcionar acesso a temas pouco abordados na grade curricular. Eles destacaram que a censura, mesmo que justificada, limita o debate sobre questões fundamentais para a compreensão da sociedade e do ser humano.
Os estudantes enfatizaram que a universidade deve apoiar a pluralidade de ideias e a liberdade de expressão, essenciais em um ambiente acadêmico.
Entre na conversa da comunidade