Geert Wilders, líder do Partido de Liberdade (PVV), rompeu a coalizão governamental na Holanda, forçando novas eleições após o verão. A decisão foi motivada por sua insatisfação com a política de imigração do governo, que considera excessivamente moderada.
A ruptura ocorre em um momento crítico, com a Holanda prestes a sediar uma cúpula da OTAN. Wilders apresentou um ultimato com dez medidas para endurecer a política de asilo, incluindo o uso do exército para controlar fronteiras e a expulsão de refugiados sírios. Ele busca obter uma maioria nas próximas eleições para assumir a liderança do governo, que lhe foi negada anteriormente.
A atual coalizão, que inclui o PVV e três partidos conservadores, durou apenas 11 meses. As negociações para sua formação foram longas, totalizando 223 dias. A saída de Wilders pode ser vista como um plebiscito sobre sua liderança, especialmente com o crescimento de partidos de extrema direita na Europa, como evidenciado pela recente vitória do nacionalista Karol Nawroki na Polônia.
Wilders, que já foi o grande vencedor das eleições de 2023, agora enfrenta o desafio de consolidar seu apoio em um cenário político polarizado. Ele já identificou como rival o ex-comissário europeu Frans Timmermans, que lidera uma coalizão verde e socialista. A expectativa é que as novas eleições reflitam a crescente tensão entre a extrema direita e as forças liberais na Europa.
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