A deputada Carla Zambelli (PL-SP) foi incluída na lista de difusão vermelha da Interpol a pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A medida ocorre após a parlamentar deixar o Brasil, 20 dias após ser condenada a 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserir documentos falsos.
Zambelli, que está na Itália, saiu do Brasil pela fronteira com a Argentina, na região de Foz do Iguaçu. A inclusão na lista da Interpol possibilita sua prisão fora do país. A deputada chegou a Roma na manhã de quinta-feira (5), antes da inclusão de seu nome na lista.
Detalhes da Condenação
A condenação de Zambelli se deu pela invasão dos sistemas do CNJ e pela inserção de um mandado de prisão falso contra Moraes no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). Na quarta-feira (4), a parlamentar estava na Flórida, nos Estados Unidos, quando Moraes atendeu ao pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e decretou sua prisão preventiva.
Em nota, Zambelli criticou a decisão de Moraes, afirmando que ele agiu de forma “monocrática”. A deputada declarou que denunciará a situação em fóruns internacionais, alegando uma “perseguição política”.
Consequências e Futuro Político
Com a condenação, Zambelli deve perder seu mandato e ficará inelegível por oito anos. Essa inelegibilidade não depende do trânsito em julgado da condenação e começará a valer com a publicação da decisão. A contagem do período se iniciará após o cumprimento da pena, o que pode afastá-la da vida pública por pelo menos 18 anos.
Além disso, a Interpol já havia negado a inclusão de outros dois bolsonaristas na lista, o que levanta questões sobre a aplicação de critérios para a inclusão de nomes na difusão vermelha.
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