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Estados Unidos repatria guatemalteco deportado por erro após ordem judicial

Migrante guatemalteco deportado por engano para o México retorna aos EUA após ordem judicial; juiz critica deportações de venezuelanos para El Salvador.

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O governo dos Estados Unidos reintegrou O.C.G., um guatemalteco que havia sido deportado erroneamente para o México, após uma ordem judicial. A decisão marca a primeira vez que a administração Trump acata uma determinação judicial para corrigir um erro de deportação. O.C.G. estava escondido na Guatemala e contatou sua advogada, Trina Realmuto, ao chegar aos EUA.

O juiz federal Brian Murphy, de Boston, determinou que a deportação de O.C.G. foi realizada sem o devido processo legal. O governo reconheceu que houve equívocos na deportação, que ocorreu apesar da proteção judicial do migrante contra a expulsão devido à sua orientação sexual. A administração alegou que O.C.G. não temia ser enviado ao México, mas admitiu que não há registro da entrevista que teria ocorrido.

Além disso, um juiz federal ordenou que migrantes venezuelanos deportados para El Salvador tenham a oportunidade de contestar suas remoções. O juiz James Boasberg criticou a utilização da Lei de Inimigos Estrangeiros de 1798, que permitiu as deportações sem o devido processo. Ele destacou que muitos dos deportados não têm vínculos com as gangues mencionadas e que as deportações foram realizadas de forma inadequada.

Boasberg deu ao governo até o dia 11 de junho para apresentar um plano que permita aos deportados contestar suas remoções. A decisão é um reflexo das crescentes críticas às práticas de deportação da administração Trump, que já enfrentou diversas contestações judiciais sobre a legalidade de suas ações.

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