O Museu Nacional de Antropologia do México foi premiado com o Prêmio Princesa de Astúrias da Concordia em uma cerimônia realizada na Espanha, nesta quarta-feira, dia quatro de junho. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, considerou a premiação um “primeiro pequeno passo” em direção ao reconhecimento das atrocidades cometidas durante a conquista espanhola.
O prêmio foi concedido em reconhecimento ao trabalho do museu na defesa e preservação do patrimônio cultural mexicano. A instituição é vista como um símbolo da identidade nacional e um importante espaço de reflexão sobre a herança indígena do país. O presidente da região das Astúrias, Adrián Barbón, destacou que o museu é um “herdeiro de uma longa tradição” na preservação do patrimônio antropológico da humanidade.
As relações entre México e Espanha têm sido tensas desde que o ex-presidente Andrés Manuel López Obrador enviou uma carta ao rei Felipe VI, solicitando um pedido de desculpas pelos abusos durante a conquista. A coroa espanhola não respondeu à solicitação, o que gerou atritos diplomáticos. Em resposta, Sheinbaum não convidou o rei para sua posse, o que resultou na ausência de representantes espanhóis no evento.
A premiação ao museu foi recebida com otimismo por figuras da cultura mexicana. A secretária de Cultura, Claudia Curiel, celebrou o reconhecimento, ressaltando a importância do museu na divulgação das culturas fundadoras do México. O museu, inaugurado em mil novecentos e sessenta e quatro, recebeu mais de três milhões de visitantes no último ano, consolidando-se como um dos mais importantes da América Latina.
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