Recentemente, a administração Trump intensificou o uso de testes de polígrafo como ferramenta de intimidação em agências governamentais. Funcionários sem histórico prévio de exames estão sendo submetidos a esses testes, criando uma cultura de medo. A prática visa identificar vazamentos de informações, mas também se concentra em conversas não classificadas sobre políticas.
Historicamente, o uso de polígrafo nos Estados Unidos é controverso. Em 1988, uma legislação limitou seu uso no setor público, após relatos de falhas em detectar espiões. O advogado Mark Zaid, que representa profissionais de segurança nacional, afirmou que “o polígrafo foi transformado em uma arma”. Ele destacou que os testes estão sendo aplicados a indivíduos que nunca tiveram essa exigência em suas carreiras.
No FBI, o aumento do uso de polígrafo intensificou a intimidação entre agentes. No Pentágono, houve ameaças de testes para descobrir como a imprensa soube de uma reunião secreta envolvendo Elon Musk. No Departamento de Segurança Interna, testes foram aplicados a funcionários da FEMA e FAA, além de outros em funções de segurança nacional.
A secretária do DHS, Kristi Noem, defendeu a prática como uma forma de proteger informações governamentais. No entanto, a eficácia dos polígrafo é questionada. Um estudo da National Research Council concluiu que a evidência científica sobre sua eficácia é insuficiente. “Não devemos nos deixar enganar pela aura do polígrafo”, afirmou Stephen Feinberg, professor da Carnegie Mellon.
O uso de polígrafo, que já foi comum, foi amplamente restringido após a promulgação da Employee Polygraph Protection Act em mil novecentos e oitenta e oito. Apesar disso, a prática persiste em setores de segurança nacional, onde a proteção de informações é priorizada, mesmo que isso implique em prejudicar a carreira de muitos inocentes.
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