O delator Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, prestou depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde afirmou que “presenciou grande parte dos fatos, mas não participou deles”. Cid negou envolvimento na suposta tentativa de golpe para manter Bolsonaro no poder após as eleições de 2022. Ele confirmou que assinou a delação de forma voluntária, ressaltando que não houve coação.
O julgamento dos réus, incluindo o ex-presidente, ocorrerá em sessões presenciais com segurança reforçada e transmissão ao vivo. Mauro Cid é o primeiro a depor, e sua colaboração é um ponto central no processo. Os ministros do STF avaliarão a eficácia das informações fornecidas por ele para determinar os benefícios da delação. A lei exige que o delator seja ouvido antes dos demais réus, garantindo que todos conheçam as acusações antes de se manifestarem.
Estrutura do Julgamento
Os réus serão ouvidos em ordem alfabética, e Bolsonaro será o sexto a depor. Durante as audiências, os acusados devem permanecer em silêncio se assim desejarem, exercendo o direito de não se autoincriminar. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, conduzirá os interrogatórios, que estão programados para ocorrer até sexta-feira.
As sessões estão sendo realizadas em uma sala adaptada do STF, com um esquema de segurança semelhante ao do recebimento da denúncia em março. O tribunal montou um controle rigoroso na entrada e monitoramento das audiências, que serão transmitidas pela TV Justiça e pelo UOL. Além de Bolsonaro e Cid, outros ex-ministros e membros da cúpula do governo também serão ouvidos, com restrições de comunicação entre os réus durante o processo.
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