Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, prestou depoimento sobre sua suposta participação na tentativa de obstruir a transição de governo após as eleições. O interrogatório ocorreu em um contexto de investigações sobre a segurança no Distrito Federal.
Durante o depoimento, Torres minimizou a gravidade da minuta golpista, focando em erros de português, mas não apresentou uma defesa sólida diante das evidências. Ele foi questionado pelo ministro Alexandre de Moraes sobre uma reunião em que teria incentivado ações para impedir a mudança de governo. Torres se desculpou pelos palavrões usados, alegando que a preocupação com o novo governo motivou seu tom.
A atuação de Torres é central no contexto da segurança pública durante a eleição. Como chefe da Polícia Rodoviária Federal, ele foi acusado de tentar dificultar o acesso de eleitores às urnas no Nordeste, onde o presidente Lula obteve maior apoio. Além disso, Torres assumiu a segurança do Distrito Federal apenas seis dias antes dos eventos de 8 de janeiro, mas viajou de férias nesse período.
O ex-ministro criticou a minuta golpista apenas pelos erros gramaticais, ignorando o impacto de seu conteúdo na democracia. Ele possuía a minuta em casa e, ao contrário de outros depoentes, se mostrou prolixo, mas sem conseguir refutar as provas contra ele. Ambos os depoentes até agora não conseguiram construir uma defesa convincente diante das evidências apresentadas.
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