O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento ao ministro do STF Alexandre de Moraes, onde admitiu não ter indícios para suas acusações sobre ministros da Corte em relação à manipulação das eleições. Durante a reunião ministerial de 5 de julho de 2022, Bolsonaro fez insinuações sobre os ministros, mas afirmou que suas declarações eram apenas retórica e um desabafo.
Moraes questionou Bolsonaro sobre as afirmações feitas na reunião, onde ele mencionou valores exorbitantes supostamente relacionados a ministros, como “30 milhões de dólares” para Edson Fachin e “50 milhões de dólares” para Alexandre de Moraes. Em resposta, Bolsonaro esclareceu que não tinha provas para sustentar tais alegações, enfatizando que se tratava de uma conversa informal e não de uma acusação formal.
O ex-presidente destacou que suas críticas às urnas eletrônicas não eram exclusivas dele e citou declarações do ministro Flávio Dino que também questionariam a legitimidade do sistema eleitoral. Ele reafirmou sua defesa pelo voto impresso como uma forma de garantir a integridade das eleições, reconhecendo que pode ter exagerado na “retórica” utilizada.
Bolsonaro afirmou que sua intenção nunca foi deslegitimar a Justiça Eleitoral, mas sim buscar uma “camada de proteção” contra possíveis fraudes. O depoimento ocorre em um contexto de investigações sobre suas declarações e a legitimidade das eleições, que têm gerado polêmica e divisões no país.
Entre na conversa da comunidade