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Anderson Torres apresenta parecer ao STF antes de acareação sobre minuta golpista

Anderson Torres apresenta parecer técnico ao STF para contestar acusações de envolvimento em golpe de Estado e prepara defesa com contradições de militares.

Anderson Torres, então ministro da Justiça, ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: Cristiano Mariz/27.06.2022)
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Na véspera da acareação agendada para esta terça-feira (24), o ex-ministro da Justiça Anderson Torres apresentou um parecer técnico ao Supremo Tribunal Federal (STF). O documento busca desvincular a minuta golpista encontrada em sua residência de outras ações antidemocráticas discutidas durante o governo Jair Bolsonaro.

A minuta, que foi citada na denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), é central na acusação de que Torres faz parte de uma organização criminosa que planejou um golpe de Estado. O parecer, assinado pelo perito Roosevelt Alves Fernandes Junior, descreve a minuta como um “material impresso em papel, desprovido de assinatura, data e identificação de autoria”, ressaltando a falta de elementos que comprovem sua origem.

Estratégia de Defesa

A defesa de Torres pretende explorar contradições nos depoimentos de militares durante a acareação. O ex-comandante do Exército, Freire Gomes, afirmou que Torres participou de “uma ou duas reuniões” para discutir estratégias jurídicas com Bolsonaro. Em contrapartida, o ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Junior, declarou não ter certeza sobre a presença de Torres nessas reuniões.

Os advogados de Torres planejam questionar a falta de detalhes nos depoimentos, como datas e locais das reuniões. Além disso, a defesa utilizará um mapeamento das entradas e saídas de autoridades no Palácio do Planalto e no Palácio da Alvorada para demonstrar que o ex-ministro não esteve presente em encontros relevantes.

Expectativas para a Acareação

A acareação, solicitada pela defesa de Torres e conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, visa esclarecer as divergências nas declarações dos militares. A expectativa é que o evento traga novos desdobramentos para o caso, que já levanta questões sobre a integridade das instituições democráticas no Brasil.

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