José María Aznar, ex-presidente do Governo da Espanha, gerou polêmica ao insinuar que Pedro Sánchez poderia manipular as eleições gerais, citando supostos problemas em eleições internas do partido. Em entrevista ao jornal El Mundo, Aznar afirmou que, se alguém é capaz de adulterar eleições internas, não haveria limites para alterar resultados em eleições gerais.
A resposta veio de Carlos Bardem, que criticou duramente Aznar durante o programa Malas Lenguas, apresentado por Jesús Cintora na RTVE. Bardem declarou que Aznar deveria ser julgado por crimes de guerra, referindo-se a declarações do ex-presidente sobre o atentado de Atocha, onde ele atribuiu a responsabilidade à ETA, mesmo sabendo que não era verdade.
Bardem afirmou que as palavras de Aznar não merecem ser levadas a sério por pessoas decentes, independentemente de sua posição política. Ele enfatizou que Aznar, que teve ministros de seu governo envolvidos em escândalos, não é uma figura credível para fazer acusações sobre manipulação eleitoral.
As declarações de Aznar e a resposta contundente de Bardem refletem um clima tenso na política espanhola, onde as acusações de manipulação e falta de ética estão em alta. A discussão sobre a integridade das eleições e a responsabilidade dos líderes políticos continua a ser um tema central no debate público.
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