O delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro e réu pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a transferência de sua prisão. Desde março de 2022, ele está detido em Mossoró (RN) e alega que a distância de mais de 2.500 km de sua família causa prejuízos financeiros e dificulta o convívio familiar.
A defesa de Rivaldo também requer que ele seja transferido para um quartel da Polícia Militar ou para uma unidade prisional que ofereça cela especial, considerando seu cargo anterior. O pedido ainda aguarda análise do ministro responsável. Rivaldo foi transferido para Mossoró em outubro de 2024, após cumprir parte da prisão preventiva em Brasília. A defesa expressou surpresa com a mudança, afirmando que isso prejudicou o trabalho dos advogados durante as audiências do processo.
Acusações e Denúncias
A Procuradoria-Geral da República acusa Rivaldo de ter utilizado seu cargo para proteger os mandantes do assassinato de Marielle e Anderson, ocorrido em 2018. A denúncia se baseia na delação do ex-policial militar Ronnie Lessa, que confessou sua participação no crime. Segundo a acusação, Rivaldo teria sido avisado sobre o plano de execução e atuado para desviar as investigações, garantindo a impunidade do crime.
A situação de Rivaldo continua a ser monitorada, e a análise do STF sobre sua solicitação de transferência pode impactar o andamento do processo.
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