Três policiais no Quênia foram acusados de assassinato após a morte do blogueiro Albert Ojwang, de 31 anos, em custódia policial. A prisão de Ojwang ocorreu após uma acusação de difamação feita pelo vice-chefe de polícia, Eliud Lagat. A morte do blogueiro, inicialmente atribuída a ferimentos auto-infligidos, foi reavaliada após uma autópsia que indicou agressões.
Os policiais Samson Kiprotich, Talaam James Mukhwana e Peter Kimani, junto a três civis, compareceram ao tribunal, mas ainda não se pronunciaram sobre as acusações. A situação gerou uma onda de protestos em Nairobi, onde manifestantes exigem justiça e responsabilização pela brutalidade policial.
Durante uma das manifestações, um vendedor de rua, Boniface Kariuki, foi ferido por um tiro disparado por um policial. O incidente intensificou a indignação popular, com muitos acusando a polícia de usar força excessiva contra os protestos. Ativistas convocaram uma “paralisação total” da economia para esta quarta-feira, em um ato de resistência contra a violência policial e em memória de um ano desde os disparos contra manifestantes que protestavam por aumentos de impostos.
O vice-chefe de polícia, Eliud Lagat, afastou-se de suas funções enquanto as investigações sobre a morte de Ojwang prosseguem. Ele nega qualquer envolvimento nas alegações de agressão. A situação continua a evoluir, com a sociedade civil clamando por mudanças e maior proteção dos direitos humanos no país.
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