A família do senador Miguel Uribe Turbay, pré-candidato à Presidência da Colômbia, apresentou uma ação criminal contra o presidente Gustavo Petro. A denúncia, feita nesta terça-feira, alega assédio e incitação ao ódio nas redes sociais, afirmando que os discursos do mandatário contribuíram para o atentado que feriu Uribe em um comício em Bogotá, no dia 7 de junho.
O advogado Víctor Mosquera afirmou que Petro fez “discursos estigmatizantes e de ódio” antes do ataque, no qual Uribe foi baleado três vezes. A ação foi encaminhada a uma comissão investigadora da Câmara, que pode remeter o caso ao Supremo Tribunal, responsável por julgar presidentes. Uribe, uma figura proeminente da oposição de direita, está hospitalizado e passou por pelo menos quatro cirurgias.
Estado de saúde
Na última atualização, a clínica onde Uribe está internado informou que seu estado apresenta melhora em relação ao estado crítico, embora ainda seja considerado grave. As autoridades detiveram um menor de 15 anos e três adultos, acusados de participação no ataque. Todos foram indiciados por homicídio doloso e porte ilegal de armas, mas negam as acusações.
Discurso de ódio
Petro frequentemente criticava Uribe nas redes sociais, chamando-o de “neto de um presidente que ordenou a tortura de 10 mil colombianos”, em referência ao ex-presidente Julio César Turbay. O advogado da família de Uribe declarou que há evidências de pelo menos cinquenta publicações desse tipo feitas pelo presidente. Petro, por sua vez, afirmou que o atentado é uma tentativa de desestabilizar seu governo e se comprometeu a moderar o tom de suas críticas à oposição.
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