Um dos principais pontos da acareação entre o ex-ajudante de ordens Mauro Cid e o general Walter Braga Netto ocorreu nesta terça-feira (23). Cid alegou que Braga Netto lhe entregou R$ 100 mil em uma caixa de vinho no Palácio da Alvorada, com a intenção de financiar ações golpistas contra a posse de Lula, após as eleições de 2022. Braga Netto, por sua vez, nega a acusação.
Durante a acareação, Cid afirmou que a entrega do dinheiro ocorreu em 9 de dezembro de 2022, três dias antes da diplomação de Lula e Geraldo Alckmin no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ex-ajudante de ordens não conseguiu especificar o local exato da entrega, mencionando que poderia ter sido na garagem privativa, na sala da ajudância de ordens ou no estacionamento ao lado da piscina do Palácio.
Cid declarou que o dinheiro foi recebido pela manhã, mas não soube informar o horário. Ele admitiu que não possui provas materiais do recebimento e que a sacola estava lacrada, não permitindo que visse o dinheiro. A avaliação do valor foi feita apenas pelo peso da sacola. Segundo Cid, Braga Netto teria informado que o conteúdo da sacola era dinheiro destinado a um pedido anterior que havia sido negado pelo PL.
A acareação, que foi disponibilizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), revelou a divergência entre as versões de Cid e Braga Netto, com ambos mantendo suas posições conflitantes.
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