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Moraes comete ilegalidade ao proibir filmagem de acareação, afirma Maierovitch

Ministro do STF proíbe gravação de acareação entre militares, gerando críticas sobre a falta de transparência nas investigações.

Foto: Reprodução
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O ministro do STF, Alexandre de Moraes, decidiu proibir a gravação da acareação entre o general Walter Braga Netto e o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. A sessão, realizada na manhã de hoje, teve como objetivo esclarecer divergências sobre a tentativa de golpe de Estado. O encontro ocorreu em uma sala de audiências do STF e durou cerca de uma hora e meia.

A decisão de Moraes gerou críticas, especialmente do professor e jurista Wálter Maierovitch, que a classificou como um ato de censura, ilegalidade e incoerência. Em sua análise, Maierovitch afirmou que a proibição transforma o processo em algo secreto, limitando o acesso da imprensa e do público às informações relevantes. Ele questionou a razão pela qual o ministro decidiu restringir a transparência, considerando a gravidade dos fatos discutidos.

Durante a acareação, que não foi filmada, os dois militares se encontraram pela primeira vez desde a prisão de Braga Netto. O ministro Luiz Fux também estava presente, mas não se manifestou sobre a decisão de Moraes, o que foi criticado por Maierovitch. O jurista descreveu o silêncio de Fux como um “ato de cabeça de ditador”, enfatizando a necessidade de que a sociedade tenha acesso às divergências apresentadas pelos envolvidos.

A ata da sessão será disponibilizada à imprensa apenas no final do dia, conforme apurou a reportagem. A situação levanta preocupações sobre a transparência das investigações em curso e o papel do STF na condução de casos de grande relevância política.

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