A festa junina São João Paulo, organizada pela Prefeitura de São Paulo, ocorreu entre 19 e 22 de junho no Centro Esportivo Tietê. O evento, que contou com atrações como Belo, Falamansa, Michel Teló e Léo Santana, atraiu milhares de pessoas e foi promovido pelas secretarias de Cultura e Turismo da gestão de Ricardo Nunes (MDB).
O patrocínio da empresa de apostas VaideBet gerou controvérsia, uma vez que sua marca foi amplamente divulgada, apesar de um termo que proíbe jogos de azar no local. A empresa, que já enfrentou críticas por seu histórico, entregou brindes e teve sua logo exposta em materiais promocionais. Em suas redes sociais, a festa fez alusão à marca, com frases como “Aposte na alegria, aposte na cultura”.
O vereador Nabil Bonduki (PT) criticou a situação, afirmando que o evento parecia mais uma promoção da VaideBet do que da prefeitura. Ele lembrou que a empresa ficou conhecida após um escândalo envolvendo o Corinthians, onde parte do patrocínio foi ligada a contas de intermediários do PCC, segundo a Polícia Civil.
Respostas da Prefeitura e Organizadora
A gestão de Nunes defendeu que a responsabilidade pela busca de patrocínios é da empresa Duas Rodas, contratada para organizar a festa. A prefeitura afirmou que não houve descumprimento do termo de autorização, já que não ocorreram jogos de azar durante o evento. Por sua vez, a Duas Rodas destacou que a VaideBet teve uma exposição limitada e que não houve qualquer ativação de apostas no local.
A VaideBet não se manifestou sobre as críticas recebidas. A polêmica em torno do patrocínio levanta questões sobre a responsabilidade das instituições públicas em relação a empresas de apostas, especialmente em eventos voltados para o público em geral.
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