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Evitar expectativas irreais é essencial para o sucesso da COP30

COP30 na Amazônia enfrenta desafios globais e internos, exigindo liderança qualificada e ações concretas contra a crise climática.

Obras para a COP30, que acontecerá em Belém no fim do ano (Foto: Pablo PORCIUNCULA / AFP)
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O Brasil foi escolhido para sediar a COP30 na Amazônia, um evento crucial para o debate ambiental global. A escolha destaca a importância da região e a necessidade de ações concretas contra a crise climática. A conferência está marcada para o primeiro semestre de 2025.

A seleção de uma equipe qualificada para liderar a COP30, sob a direção do embaixador André Corrêa do Lago, é um passo significativo. Ele, junto com Ana Toni, formou um time de especialistas para enfrentar os desafios do evento. Contudo, a conjuntura internacional apresenta complexidades, como a instabilidade política e econômica, que podem impactar os resultados esperados.

Desde o anúncio de Belém como sede, a situação global se deteriorou. A retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris e os conflitos no Oriente Médio e na Europa aumentam a incerteza. A Europa, tradicionalmente uma fonte de financiamento ambiental, agora enfrenta pressões orçamentárias em defesa, o que pode limitar sua contribuição.

Internamente, o Brasil também enfrenta desafios. A crise fiscal e a instabilidade política podem dificultar a preparação para a COP30. O sentimento de fracasso nas conferências anteriores não se deve à falta de metas, mas à ausência de ações efetivas. As Contribuições Nacionalmente Determinadas ainda são escassas, apesar de serem uma obrigação.

Iniciativas como o Fórum de Líderes Locais da COP30 e a programação da SB COP30 ganham relevância nesse contexto. É essencial alinhar as expectativas sobre o que pode ser alcançado na conferência. A liderança exige maturidade para entender que a COP30 deve ser uma ponte sólida para enfrentar a crise climática e renovar o multilateralismo.

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