O general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa, está preso há mais de seis meses por obstrução de Justiça. A detenção ocorreu em 14 de dezembro de 2022, após tentativas de interferir em investigações relacionadas ao ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.
Recentemente, a defesa de Braga Netto solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, a revogação da prisão preventiva, argumentando que a fase de coleta de provas foi encerrada e que não há mais risco de obstrução. O pedido ainda aguarda análise.
Com o término da fase de instrução, advogados envolvidos no caso afirmam que a situação do general mudou. “Passados mais de 190 dias e encerrada a instrução, a atual situação não é mais a mesma”, argumenta a defesa. O general está detido na 1ª Divisão do Exército, no Rio de Janeiro, e a defesa sustenta que não há mais motivos para sua prisão.
A defesa também destaca que todas as diligências foram cumpridas e que não existem mais investigações a serem protegidas. Outros advogados que atuam no caso concordam, afirmando que a manutenção da prisão se deve a fatores políticos, não a evidências concretas.
Durante uma acareação no STF, o tenente-coronel Mauro Cid reiterou que Braga Netto lhe entregou R$ 100 mil para financiar ações golpistas. O general negou a acusação, afirmando que nunca entregou dinheiro ao delator. A situação continua a se desenrolar, com a Procuradoria-Geral da República devendo apresentar alegações finais em breve.
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