A Polícia Federal intimou Augusto Melo, presidente afastado do Corinthians, para depor novamente em um inquérito sobre possíveis crimes tributários. A oitiva está marcada para 6 de agosto, três dias antes da assembleia que decidirá seu impeachment.
Em 27 de maio, Melo já havia sido convocado, mas não compareceu, seguindo orientações do departamento jurídico do clube para reunir documentos do Regime Centralizado de Execuções (RCE). A defesa alegou que a ausência foi justificada pela necessidade de apresentar essas documentações. Após isso, o Corinthians parcelou tributos na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, o que pode impactar o inquérito em andamento.
Investigações em Andamento
As investigações da PF e do Ministério Público Federal (MPF) focam em dívidas do clube, que se tornaram dívida ativa com a União. O Corinthians é considerado um “grande devedor” e os detalhes das dívidas permanecem em sigilo. O MPF estipulou um prazo de cerca de quatro meses para a conclusão das apurações, com possibilidade de novas intimações nesse período.
Além do inquérito aberto em 30 de abril, existem outros dois em segredo de Justiça relacionados ao mesmo auto de infração. A gestão atual do Corinthians informou que está ciente do inquérito e adotando as medidas jurídicas necessárias para esclarecer as dúvidas das autoridades.
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