A defesa do general Walter Braga Netto solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, um prazo em dobro para apresentar as alegações finais na ação que investiga uma suposta trama golpista. O pedido foi feito nesta segunda-feira, 30, e justificado pela complexidade do caso e pela multiplicidade de réus envolvidos.
Os advogados de Braga Netto argumentam que o prazo padrão de 15 dias, que se inicia com a apresentação das alegações pela Procuradoria-Geral da República (PGR), é insuficiente. O ministro Moraes abriu o prazo para a PGR na última sexta-feira, 27, após o término da fase de instrução. A defesa do tenente-coronel Mauro Cid, que firmou um acordo de colaboração premiada, terá prioridade e 15 dias para se manifestar antes dos demais réus.
Além do pedido de prorrogação, a defesa também pressionou pela libertação do general, que está preso desde dezembro de 2022. Segundo a Polícia Federal, Braga Netto teria tentado obstruir as investigações relacionadas à articulação golpista. O documento apresentado pela defesa destaca que ele é uma pessoa idosa e que já está em privação de liberdade há mais de sete meses, enquanto o processo avança rapidamente. Os prazos para as alegações finais não serão suspensos durante o recesso do Judiciário, que ocorre de 2 a 31 de julho.
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