O Peru se aproxima das eleições de 2025 em um cenário de crescimento econômico modesto, com uma taxa que mal chega a 2%. Apesar da estabilidade financeira, a população enfrenta crescentes preocupações com a insegurança e uma desconfiança generalizada nas instituições políticas. O descontentamento popular reflete uma renúncia à esperança de soluções vindas de cima, o que deverá influenciar o comportamento do eleitor nas próximas eleições.
O eleitorado se mostra pragmático e desconfiado, exigindo clareza e resultados concretos. A nova realidade digital transforma as campanhas, onde redes sociais como WhatsApp e TikTok se tornam essenciais. Candidatos que não se adaptarem a essa lógica correm o risco de ficar invisíveis. A comunicação política agora é imediata, e a autenticidade é valorizada.
Entre os candidatos, Vicente Alanoca surge com uma proposta antisistema, buscando se distanciar de opções tradicionais da esquerda. Keiko Fujimori tenta seu quarto pleito, focando em manter sua base legislativa, enquanto Carlos Álvarez ainda busca consolidar uma proposta política. Rafael López Aliaga, apoiado por setores conservadores, enfrenta críticas por sua gestão em Lima, e Phillip Butters, empresário e comunicador, ganha visibilidade com uma abordagem digital inovadora.
A mudança no perfil do eleitor é notável: jovens conectados priorizam a competência e a execução em vez de promessas vazias. A expectativa é alta, mas a empolgação é baixa. O eleitor não busca salvadores, mas sim seriedade e transparência. Com menos de dez meses até as eleições, o futuro político do Peru dependerá da capacidade dos candidatos de se conectar com um eleitorado que amadureceu através das crises recentes.
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