O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta medidas restritivas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que incluem o uso de tornozeleira eletrônica e proibições de contato. Em meio a esse cenário, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), rejeitou o pedido de parlamentares bolsonaristas para cancelar o recesso de julho. As atividades legislativas retornarão apenas em 4 de agosto.
A decisão de Motta ocorre em um momento em que a oposição planeja avançar com Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que visam limitar a atuação do STF. Além disso, a oposição também manifestou apoio a Bolsonaro em uma reunião convocada pelo presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, Paulo Bilynskyj (PL-SP), para a próxima semana. O objetivo é votar uma moção de apoio ao ex-presidente.
As restrições impostas a Bolsonaro incluem recolhimento domiciliar noturno e a proibição de manter contato com diplomatas estrangeiros e seu filho, Eduardo Bolsonaro. Ambos são investigados pela Polícia Federal e pela Procuradoria Geral da República, sob a acusação de terem influenciado o governo dos Estados Unidos a impor tarifas sobre importações do Brasil. A situação continua a gerar debates acalorados no cenário político brasileiro.
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