A cidade de São Paulo enfrenta uma grave onda de vandalismo, com 506 ataques a ônibus registrados desde 12 de junho. Na madrugada de 18 de agosto, ocorreram 25 novos incidentes, incluindo um ataque a um micro-ônibus escolar em São Bernardo do Campo, que transportava professores. O motorista, que estava sozinho, não ficou ferido.
A SPTrans, responsável pelo transporte público na capital, informou que os ataques têm sido intensificados, com a maioria ocorrendo na zona sul da cidade. A prefeitura, em nota, destacou que as Secretarias de Segurança e de Transportes estão trabalhando em conjunto com as forças estaduais para aumentar o patrulhamento e o monitoramento por câmeras.
Entre os dias 1º de junho e 17 de julho, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) registrou 290 casos de vandalismo na Grande São Paulo. As investigações apontam para disputas entre empresas de transporte e a possível participação do PCC (Primeiro Comando da Capital), hipótese que havia sido descartada anteriormente pela polícia.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), expressou insatisfação com a lentidão das investigações, o que gerou repercussão na cúpula da Segurança paulista. A SPTrans orientou as concessionárias a reportar imediatamente os casos à Central de Operações e a formalizar as ocorrências junto às autoridades.
Os ataques têm se concentrado principalmente na zona sul, com a 6ª seccional registrando o maior número de ocorrências. A avenida Cupecê é a via mais afetada, com 20 ataques registrados. A maioria dos incidentes envolve agressores lançando pedras ou outros objetos contra os veículos.
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