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Jorge Messias diz que atuação da AGU não se orienta por amizades

Declaração ocorre após PF levantar hipótese de influência pessoal em casos sob relatoria de André Mendonça

Jorge Messias, advogado-geral da União, rebate suspeitas levantadas pela PF sobre a atuação da AGU (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que a função pública “jamais deve se orientar por amizades, afinidades ou circunstâncias pessoais”, em manifestação publicada nas redes sociais após a divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF) que levantou suspeitas sobre sua atuação em casos relatados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Sem citar diretamente a PF ou Mendonça, Messias afirmou que questões de Estado devem ser tratadas com “impessoalidade, fundamento técnico e transparência” e que sua atuação é pautada pela Constituição.

“Questões de Estado devem ser tratadas à altura dos mandamentos constitucionais, com impessoalidade, fundamento técnico e transparência. A função pública jamais deve se orientar por amizades, afinidades ou circunstâncias pessoais, mas pela Constituição e pelas regras da República”, escreveu.

A declaração ocorre após a PF apontar, em relatório, a hipótese de que uma relação de amizade entre Messias e Mendonça poderia ter influenciado a decisão da AGU de não recorrer contra determinações do ministro no âmbito das operações Compliance Zero e Sem Desconto.

Na sexta-feira (4), a Advocacia-Geral da União já havia rebatido o relatório. O órgão afirmou que não tinha competência constitucional ou legal para adotar as medidas cobradas pela PF e negou que a decisão de não recorrer tenha sido motivada por relações pessoais ou políticas.

Em sua manifestação, Messias também afirmou que instituições devem dialogar “às claras” e dentro dos limites de suas competências.

“Instituições dialogam com instituições, e o fazem às claras, nos limites de suas competências e com respeito à independência e à harmonia entre os Poderes”, disse.

O advogado-geral da União mencionou ainda o presidente Lula (PT) e afirmou ter respaldo do chefe do Executivo para exercer suas atribuições com independência técnica.

“Tenho de Sua Excelência o necessário respaldo para executar minhas atribuições, com independência técnica, rigor jurídico e absoluta fidelidade à Constituição”, escreveu.

Messias encerrou a publicação afirmando que seguirá exercendo o cargo dessa forma: “Nada mais, nada menos. É assim que seguirei honrando o encargo que me foi confiado.”

 

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