Carlos Ghosn, ex-CEO da Nissan e da Renault, será julgado em Paris por suposta corrupção relacionada a honorários de consultoria recebidos pela ministra Rachida Dati. O tribunal francês agendou uma audiência para definir a data do julgamento em setembro.
A acusação envolve pagamentos feitos a Dati quando ela atuava como advogada e membro do Parlamento Europeu. A investigação questiona se ela realmente prestou serviços de consultoria em troca dos valores recebidos da Renault-Nissan BV, entidade responsável pela aliança entre as montadoras.
Representantes de Ghosn e Dati não comentaram sobre o mandado de julgamento emitido na terça-feira (22) por juízes de instrução. Dati, que continua a ser uma figura política influente na França, é candidata à prefeitura de Paris em 2026.
Ghosn, que fugiu do Japão em 2019, enfrenta uma série de problemas legais na França. Além do caso com Dati, ele é alvo de um mandado de prisão vinculado a uma investigação separada que apura alegações sobre seus gastos pessoais e vínculos com um distribuidor em Omã.
As complicações legais de Ghosn se intensificam, enquanto ele também processa a Nissan em busca de US$ 1 bilhão, alegando danos significativos à sua reputação e carreira.
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