Andreson de Oliveira Gonçalves, investigado em um esquema de venda de decisões judiciais, recebeu autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para cumprir prisão domiciliar em Primavera do Leste, Mato Grosso. A decisão foi motivada por problemas de saúde do empresário, que perdeu mais de 30 kg e passou por cirurgia bariátrica.
Detido desde novembro de 2024 em um presídio federal no Distrito Federal, Andreson apresentava um quadro clínico grave, conforme relatado por sua defesa. A cirurgia bariátrica, realizada em 2020, exige acompanhamento rigoroso, e sua saúde se deteriorou durante a prisão, levando a crises psicológicas e à necessidade de uma dieta específica.
A investigação contra Andreson faz parte das operações Sisamnes e Ultima Ratio, que apuram um suposto esquema de corrupção no Judiciário de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Ele é acusado de atuar como intermediário entre advogados e desembargadores, facilitando a venda de decisões judiciais. As operações resultaram no afastamento de desembargadores e na morte do advogado Roberto Zampieri, assassinato que desencadeou as investigações.
Em fevereiro de 2025, enquanto ainda estava preso, Andreson solicitou à Justiça uma alimentação especial, que foi autorizada. A dieta incluía alimentos como carne assada e atum, adequados à sua condição de saúde. A situação de Andreson, que agora cumprirá prisão domiciliar, levanta questões sobre a integridade do sistema judiciário e os impactos de sua atuação nas decisões judiciais.
Entre na conversa da comunidade