Natasha Akpoti-Uduaghan, senadora da Nigéria, foi barrada de entrar no Parlamento após uma decisão judicial que pedia sua reintegração. A senadora, que acusa o presidente do Senado, Godswill Akpabio, de assédio sexual, teve sua entrada negada sob a justificativa de comportamento “indisciplinado” durante uma sessão legislativa.
Na terça-feira, 24 de outubro, a segurança impediu sua passagem nas entradas do National Assembly em Abuja. Akpoti-Uduaghan, uma das quatro mulheres entre os 109 senadores, afirmou que sua suspensão de seis meses está relacionada à sua denúncia de assédio. O presidente do Senado, por sua vez, contestou a decisão judicial, alegando que o Judiciário não deve interferir em assuntos parlamentares.
Akpoti-Uduaghan declarou que a liderança do Senado está em desacato à ordem judicial, enfatizando que sua legitimidade vem do povo de Kogi, que a elegeu. Ela planeja consultar sua equipe jurídica sobre os próximos passos a serem tomados. De acordo com as regras do Senado, a senadora não poderá acessar as dependências do Parlamento até que sua suspensão termine, em setembro.
Organizações da sociedade civil expressaram preocupação com o tratamento dado à senadora, pedindo uma investigação transparente sobre suas alegações de assédio. A situação levanta questões sobre a proteção das mulheres na política nigeriana e a necessidade de um ambiente legislativo seguro e respeitoso.
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