O governo dos Estados Unidos sancionou o ministro Alexandre de Moraes, aplicando a Lei Magnitsky, que visa punir estrangeiros por corrupção ou violações de direitos humanos. Moraes se torna a primeira autoridade de um país democrático a ser alvo dessa medida. A sanção, anunciada na quarta-feira, 30, pode resultar no bloqueio de contas e cartões do ministro no Brasil, além de proibições de entrada nos EUA.
Simultaneamente, o governo Trump impôs tarifas de 50% sobre importações brasileiras, afetando mais de 600 produtos, incluindo café e carnes. A medida foi criticada por líderes do Congresso brasileiro. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defendeu uma “solução equilibrada” e ressaltou a importância do Judiciário na preservação da soberania nacional. Alcolumbre afirmou que o Parlamento está atento aos desdobramentos e busca proteger a economia e as instituições democráticas.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, também se manifestou contra as sanções, enfatizando a necessidade de harmonia entre os poderes. A imposição das tarifas, que deve entrar em vigor em 6 de agosto, foi objeto de uma comitiva de senadores que viajou aos EUA para tentar reverter a decisão. A delegação destacou que seu foco é a reconstrução do diálogo político entre os dois países.
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