Pedro Lorenzo Concepción, um migrante cubano, está em greve de fome há nove dias na prisão Alligator Alcatraz, na Flórida. Ele luta por sua liberdade e a de outros cubanos, enfrentando condições desumanas e a incerteza sobre seu futuro. Detido pela ICE após perder sua residência permanente, Pedro já havia enfrentado tentativas de deportação.
Durante a greve, Pedro relatou sentir-se fraco e com dor no estômago. Ele foi levado ao hospital, mas recusou qualquer tipo de tratamento, afirmando que sua luta é por sua família e por todos os cubanos detidos. “Não quero comida, recuso qualquer tratamento”, disse ele, enfatizando sua determinação em permanecer ao lado dos companheiros de prisão.
A situação de Pedro reflete um cenário mais amplo de repressão a migrantes na Flórida, onde mais de 10 mil detenções ocorreram este ano. O governador Ron DeSantis tem colaborado com a ICE, intensificando a ofensiva contra imigrantes. Pedro, que já foi condenado por crimes relacionados a drogas e fraudes, estava em um momento de estabilidade familiar antes de sua detenção.
As condições na prisão são alarmantes. Os detentos enfrentam falta de higiene, escassez de alimentos e a propagação de doenças. Pedro descreveu a experiência como um tratamento desumano, com restrições severas e um ambiente hostil. “Não posso viver assim”, afirmou, ressaltando a urgência de sua situação.
A esposa de Pedro, Daimarys Hernández, expressou sua preocupação com a saúde dele e a angústia de explicar a ausência do pai para seus filhos. “É difícil dizer a eles que ele está pagando por um erro do passado”, lamentou. A família teme a separação definitiva, enquanto Pedro continua sua greve em busca de dignidade e justiça.
Entre na conversa da comunidade